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Apneia do sono aumenta risco de infarto e arritmia

Apneia obstrutiva do sono se caracteriza por obstrução parcial ou completa das vias aéreas superiores durante o sono, com pausas respiratórias que duram mais de 10 segundos. Esse distúrbio tem várias causas, como alterações craniofaciais, obesidade, influências genéticas, obstrução das vias aéreas superiores, como desvio septal, polipose nano-sinusal e hipertrofia amigdaliana.

A apneia do sono, além de ser responsável pelo sono de má qualidade e sonolência diurna, promove múltiplos efeitos deletérios sobre o coração. Quando não tratado, aumenta risco de doenças cardiovasculares, como infarto, AVC, doenças coronarianas e arritmia. “As arritmias hoje são muito relacionadas com esse distúrbio. A apneia também pode manter a pressão alta resistente a remédios”, revela a otorrinolaringologista e especialista em Medicina do Sono, Fernanda Silveira Chrispim (CRM-GO 9765). O diagnóstico da apneia do sono é baseado na história clínica, exame físico e teste de registro do sono (polissonografia).

Sintomas

Os sinais mais comuns da apneia do sono são roncos, apneias testemunhadas e sonolência excessiva diurna. Interrupções causam a fragmentação do sono, o que leva a pessoa a acordar cansada, com sono, dores de cabeça e indisposição.

Além disso, quem possui apneias muito prolongadas e frequentes, despertam engasgados, sufocados e com o coração acelerado. “É um paciente que tem um sono agitado”, relata Fernanda.

Ela ainda pondera que as pessoas com apneia se queixam de pesadelos, sono não reparador, boca seca durante a noite e sudorese noturna. “No entanto, muitas vezes, esse paciente não percebe os sintomas, quem os identificam são as pessoas próximas”, diz.

Tratamento

O tratamento da apneia do sono é selecionado com base em vários fatores, tais como Indice de apnéia e hipopnéia (IAH) definido pela polissonografia, grau de queda da oxigenação do sangue e presença de outras doenças associadas, especialmente as doenças do coração.

As modificações dos fatores de risco devem ser adotadas em todos os portadores de apneias do sono. Embora não constituir, na maioria das vezes, a única modalidade de tratamento, deve-se evitar o consumo de álcool e sedativos, perder peso, dormir em decúbito lateral (a posição barriga para cima aumenta a chance de apneia) e com a cabeceira elevada. Essas podem ser a única modalidade de tratamento em casos de apneia leve.

O uso de aparelhos intraorais para aumentar a passagem de ar pela garganta e o tratamento de fonoaudiologia para fortalecimento da musculatura que mantém a garganta aberta, também pode ser utilizados para tratamentos de apneia leve e em casos selecionados de apneia moderada. Para apneia moderada a acentuada o uso de gerador de pressão positiva contínua na via aérea (CPAP) durante o período do sono é o tratamento de escolha. O CPAP promove um bombeamento de ar que impede o fechamento da garganta com consequente apneia e suas consequências deletérias descritas anteriormente. Outras formas de tratamento como cirurgia das vias aéreas superiores também são indicados. 

Publicado em : 31/07/2017

Fonte : Jornal Otorrinolaringologia

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